segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Helena, "a reluzente"


Esses realinhamentos que acontecem em nascimentos e falecimentos têm algo de fantástico e necessário.
Como se uma nova peça fosse colocada em um jogo de tabuleiro, ou uma peça antiga fosse retirada.
Mais que nunca se torna visível a teia tecida entre todos. Visível pra quem queira enxergar. Um novo arranjo tem que ser configurado.
O movimento de um reverbera no outro e estremece e toca mesmo os mais distantes. Reconecta...
Todos agem, se reencontram, se comunicam, se percebem, se auxiliam.
Papéis se transferem, vidas se rearranjam.
Lágrimas alegres de mãe, jorradas sobre uma criança nascida, se transferem aos olhos do filho adulto que derrama doído sobre a mãe que, chegada a hora, parte.
Tem magia nesses momentos, me parece.
Por mais doído que se perceba o luto, a sabedoria de um idoso que fenece tem que transbordar. Sabedoria que se espalha sobre aqueles que velam. 
Um novo senso sobre a impermanência se revela: Nada permanece como está. Existe tanto amor... e o tempo passa rápido demais. 
Helena, "a luminosa", "a reluzente", agora brilha alto e é luz dentro da gente. 
🌠

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