terça-feira, 9 de abril de 2013

Muito prazer! Hoje eu sou a Dona Benta

Tempos atrás fui para longe
De meus amigos me afastei
Liberdade enfim achei
Em terra estranha onde morei.

Tempos idos e amigos crescidos
Saudade deixou peito moído

Mas vida que segue
Num instante passa
E lá se foi a inocência
Estendi minha paciência
De meus anseios me esqueci.

E já não notavam a minha ausência
Se adaptaram a minha não presença
De meu ninho me perdi.

Paciência se rompeu
Me cansei de ser só eu
Lancei vôo de retorno
Para o lar que achava meu.

E os castelos construídos
Cheios de sonhos embutidos
Se evidenciaram de areia
Desmancharam na primeira cheia.

A enchente levou os sonhos
Mas varreu as ilusões
Os sonhos eram apenas sonhos
Realidade é o que é meu

Os amigos perdidos
Já de tantos anos idos
Pareciam esquecidos
Da amizade que um dia nasceu

Reencontrados cada qual em seu canto
O amigo próximo ficou distante
E o distante agora é próximo
Como a vida muda tanto!?

De todos guardo os sorrisos
De meus tempos idos
De meu futuro amigo
Tento não ver só meu umbigo

Escolhi ser diferente
Com isso vivo contente
Olho sempre o que os outros fazem
Mas sigo meu nome e vivo à margem

Voltar àquele nicho não mais espero
Ter lugar de destaque na vida de alguém
Nem sei se agora quero
Mas essa esperança é da mente
Isso eu não nego

Hoje sou eu e Bento
Eu e meu rebento
Com isso já me contento

Meu mundo hoje é "adzzzul"
É o mundo que ele me apresenta
E a cada dia a vida me reinventa
Muito prazer! Hoje eu sou a Dona Benta!