Do homem fraco que se diz forte
Da razão a frente do sentimento
De viver a vida como se fosse morte
De olhar em volta e só enxergar lamento
Para onde foi a suavidade do vento?
Que balançava os cabelos e arrumava o pensamento?
Porque não mais mirar o mar?
Que acalenta a alma e alonga o tempo?
Porque não sempre amar?
Sem olhar a quem nem mirar o que vem além?
Para que tanta complexidade?
Se temos em nós a humanidade?
A que se referia a qualidade
E hoje é sinônimo de individualidade.
Cansei...
Dos homens envaidecidos
Das mulheres que ignoram o feminino
Do conformar ser melhor que mudar
Do ter ser melhor que ser
Do ver ser melhor que o tocar
De não ver mais nos outros o sonhar
Engarrafamento, cimento
Trânsito e pânico
Salto alto, rímel e Lib
Estresse, finesse
Touch, Blue Ray
Banalidade, corrupção
Ponto eletrônico, magnético
Rede social, solidão...
Ah! Se os homens lembrassem
Do potencial de beleza que há lá dentro
Que na vida o que vale mesmo é o sentimento...
É a leveza
A pureza
As coisas simples, de amar
