quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Noite!?

É noite.
Madrugada.
Período pouco confortável usualmente, quando o instinto avisa que é hora de se recolher, repousar para um novo dia...
Mas hoje a alma implora por atenção. É tempo de acordar quando clareia tudo à luz da lua. As flores exalam perfume que não existe em outrora na cidade... num aroma que se mistura com gotas de chuva que, como raridade, insistem em cair e trazer a brisa milagrosa do verão caliente infernal. Refresco do corpo, do espírito. Como benção... A pele estranha o vazio, o ser implora: poesia, sinceridade, por si.
E as horas passam... em claro para ouvir, sentir.
Budismo em filme, vidas contadas, amizades relembradas.
E a mente que tenta não mais ser.
Em férias planejar viagem solitária, busca de paz e de si... Nada disso importa, pois a viagem é interna, não está lá, nem ali. Basta estar em qualquer lugar, abrir os olhos e VER, SER, sentir.
Minh'alma implora por solidão e silêncio, mas tudo mostra que devo encontrar o silêncio aqui, na tormenta construída por mim e pelas crenças que um dia foram depositadas nestas vestes que hoje habito.
Sigo assim, encontrando poesia no que, um dia, achei ruim,
Esquecendo a mente, me lembrando de mim,
Sem mirar adiante, vivendo enfim...
A noite clareia.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Mais um apelo

Queria lhe dizer que sinto sua falta.
Vivi momentos ao seu lado de completa plenitude... Harmonia. 
Eram momentos de vazios plenos! Plenitude por ter você, por SER você. 
Você sempre esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis.
Sim, claro! Alguns dias sua presença me perturbava extremamente. Não queria te ouvir!!!
Mas qual relação não tem momentos de desentendimentos?
Hoje sinto o gosto amargo por ter desejado que você partisse...
A rua cheia de gente, carros, tumultos.... minha mente cheia de pensamentos que não me levam a lugar algum... alguns pensamentos nem mesmo são meus... é tudo tão perturbador sem você...
Por isso escrevo essas linhas, em momento de extremo cansaço.
Volta pra mim!
Meu querido SILÊNCIO, volte e esvazie minha mente, aquiete meus pensamentos, acalme minha pressa, para que juntos possamos dar lugar ao amor transbordante outra vez!

Escrito em 04.12.2014

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Seres

Ser feito
Ser filho
Ser frágil
Ser fraco
Ser fértil
Ser frívolo
Ser forte
Ser firme
Ser fatigado
Ser fraco
Ser frágil
Ser findo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Para não deixar palavras sinceras se perderem na pressa

INSPIRAÇÕES NA POÇA 3
17.10.2014

LEVE
Nas pontas dos pés flutua
Por sobre as cabeças da pressa
Sem vestes, nua
Em passo dançado
Descompasso do passo da rua

Cidade, paisagem nebulosa
Sob os olhos marejados de viveza
Olhos que olham através
E só veem beleza

Na certeza do incerto
No apego ao desapego
Pactua sentimento
Sem lamento
É só leveza

Para não deixar palavras sinceras dormirem ao relento

INSPIRAÇÕES NA POÇA 2
09.09.2014

Sou grata
Aos momentos de desespero
Aos momentos de profunda tristeza
À solidão, ao sentimento de vazio
Ao sentimento de não pertencimento
Sou grata àqueles que me desiludiram e àqueles que me decepcionaram
Aos que me traíram
Grata aos que se disseram meus inimigos e também àqueles que se disseram amigos não o sendo
Sou grata aos que me causaram injúrias, tendo sido estas físicas ou morais
Sou grata aos dias difíceis
Às discussões sem sentido ou motivo
Aos intransigentes, aos egoístas
Sou grata aos que não acreditam em mim
Sou extremamente grata aos meus hormônios femininos que me desestabilizam!
Sim, sou grata, verdadeiramente grata
Sou grata por me parecerem tropeços, que me fazem pisar diferente, rumo ao que me é verdadeiro, rumo às mudanças que me trazem de volta pra mim.

Gratidão!

Para não deixar palavras sinceras soltas ao vento

INSPIRAÇÕES NA POÇA

02.10.2013

Que coisa é essa que tanto quer?
Mas se tem já quase não quer
E se ainda quer, já quer querer não ter?
homens...

Que coisa é essa que tanto diz que não quer?
Mas se não tem, sofre querendo ter
E se quer, já quer fingir não ser.
mulheres...

Que coisa é essa que vive querendo não ser?
Que vive sempre a dizer não sei?
Que se larga de si pelo conto do "TER"?
humanos...