domingo, 13 de dezembro de 2015

Meditando o tempo

O tempo...
Passou. Passa...
Quanto mais passa,
Vai se entendendo que pra tudo tem um tempo
Se não é o tempo da coisa, 
Almas se encontram e se entrelaçam por segundos
E passam a infinidade do tempo a tentar acertar os relógios
Como num tic-tac descompassado de dois relógios que se estranham em desarmonia e que tentam ajeitar ponteiros. 
Duas almas se perdem na estrada do tempo
E quem sabe o passado ou num tempo que vem, se vier... Talvez...
O tempo do mundo é o talvez agora ou o quem sabe depois 
Mas pro lado que se olha, se vê rostos que passam, luzes a polarizar as cores.
Se abrir bem os ouvidos, há sons a lhe dizer bom dia. Há música. 
Há perfume. 
Há a possibilidade mágica de transmutar o tempo, quando há intenção em cada segundo vivido. 
Os momentos bastam. Cada um deles. 
Se há duas almas que se encontram por segundos, que transmute o tempo em tempo vivido.

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